domingo, 30 de janeiro de 2011

É um Facto: Nem Toda a Gente Compreende

Se alguém tocar teu corpo como eu
não digas nada.

Não vás dizer meu nome, sem querer
à pessoa errada.

Pensando ter amor nesse momento
desesperada tu tentas até o fim
e até nesse momento tu vais
lembrar-te de mim.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Puta da Aldeia

Eu queria ser a puta da aldeia
E com isso ganhar o seu respeito
Abafar o que trago preso ao peito
Deixando-a entrar para a ceia.

Eu queria ser a puta da aldeia
E aos olhos de todos assim permanecer
Útil nas pernas dos outros até amanhecer
Guardando para mim essa feliz ideia.

Eu tento ser a puta da aldeia
E colar um sorriso na sua cara
Ainda que apenas em meia.

Pudesse eu ser a falada meretriz
Nem barata - por deus! - nem cara
E seria eu próprio quase por um triz.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sempre Contigo II

Porque é a beleza que há no mundo que me emociona.








PS - Gravado por Luís Gravito à socapa.

Chegamos ao Fim da Canção

Durante largos pares de anos, a expressão "acabar", utilizada no sentido de terminar relações, fez-me uma grande confusão.

Por desconhecer a realidade subjacente, não compreendia como se podia utilizá-la assim, tão desafogadamente, sem magoar nos lábios do seu pronunciador.

Agora, largos pares de anos mais velho, continuo a achar o mesmo. As relações merecem mais do que esse termo reles e sem significado próprio.

Agora, depois de sentir na pele a realidade subjacente, consigo apenas dar um sentido literal à expressão, porque, quando ela "acabou", não acabou com a relação, acabou - literalmente - comigo.

Arrancou-me o coração do peito e comeu-o à minha frente.

E depois deu-o de comer aos cães.

Profético? Talvez. Eu é mais bolos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quando não gosto não digo nada.

Eu sou advogado de fachada
O que eu queria ser era o b fachada
Mas eu acho que sou melhor que a fachada
Porque me sinto bem assim.

Eu sou um quase revisteiro
Eu queria ser revisteiro
E dizê-lo cantando para o mundo inteiro
Que o que eu queria ser era revisteiro.

Se me deres um cravo fresco
Eu destruirei as suas frágeis pétalas
Porque alguém colocou essa ideia no meu peito
Quando, à minha frente, comeu o meu coração.

Sorte de quem nos apanhar.