Só para ter visto um cartaz a dizer isto:
Parem de Viver Acima das Nossas Possibilidades.
segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Pagando Mico
Cada vez mais me convenço que sou uma pessoa fácil, facilzinha, facílima.
E dou por mim a pensar que essa circunstâcia me faz passar, as mais das vezes, por otário.
E o problema é não saber o que é pior: se passar por otário ou se acreditar que vou ter uma qualquer recompensa posterior por passar (as vezes que passo) por otário.
Por exemplo, será que alguma vez me verá como eu sou?
E dou por mim a pensar que essa circunstâcia me faz passar, as mais das vezes, por otário.
E o problema é não saber o que é pior: se passar por otário ou se acreditar que vou ter uma qualquer recompensa posterior por passar (as vezes que passo) por otário.
Por exemplo, será que alguma vez me verá como eu sou?
segunda-feira, 7 de março de 2011
O Teu Ventre
Eu sei que é absurdo, mas foi a vida que nos fez chegar até aqui. Quem me dera poder voltar aos tempos em que compreendia o que dizias, em que a tua voz era mais do que uma repetição de ecos, em que tu cantavas e eu adormecia com a cabeça pousada nos teus braços.
Sinto falta disso, desse calor, desse estado de completude (que sei, embora disfarce sentindo apenas temor, nunca mais ser possível voltar a sentir).
Agora tu falas e eu já não te oiço, não obstante sentir o som a sair da tua boca, sentir essa aragem que já não me diz absolutamente nada.
Eu sei que continuas a viver para (por) mim, mas isso agora já não faz qualquer sentido, porque, se algum dia o fez, nós o estragámos com as nossas intransigências e com as nossas piedosas e incoerentes súplicas por carinho.
No fundo, o que eu te queria dizer era: quero voltar para o teu ventre, mamã.
Sinto falta disso, desse calor, desse estado de completude (que sei, embora disfarce sentindo apenas temor, nunca mais ser possível voltar a sentir).
Agora tu falas e eu já não te oiço, não obstante sentir o som a sair da tua boca, sentir essa aragem que já não me diz absolutamente nada.
Eu sei que continuas a viver para (por) mim, mas isso agora já não faz qualquer sentido, porque, se algum dia o fez, nós o estragámos com as nossas intransigências e com as nossas piedosas e incoerentes súplicas por carinho.
No fundo, o que eu te queria dizer era: quero voltar para o teu ventre, mamã.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Antes e Depois
eu sei que eu não chego
mas quem és tu para exigir mais?
pudesse eu ser quem tu queres
já nos consideravas normais?
eu sei que eu não chego
nem metade te dou
mas a metade que fica
agora é tudo o que eu sou
agora que a minha vida já tem um antes e um depois
agora que eu posso me sentar a vê-la passar
se a culpa de eu ser assim é de alguém é de nós os dois
e do tempo em que não havia um antes, só depois
eu sei que eu não chego
mas quem és tu para exigir mais?
para querer mais há que dar mais
mas cá para nós, nós aqui somos iguais
eu sei que eu não chego
nem metade te dou
mas a metade que levas
é a melhor metade que alguém já me levou
agora que a minha vida já tem um antes e um depois
agora que eu posso me sentar a vê-la passar
se a culpa de eu ser assim é de alguém é de nós os dois
e do tempo em que não havia um antes, só depois
mas quem és tu para exigir mais?
pudesse eu ser quem tu queres
já nos consideravas normais?
eu sei que eu não chego
nem metade te dou
mas a metade que fica
agora é tudo o que eu sou
agora que a minha vida já tem um antes e um depois
agora que eu posso me sentar a vê-la passar
se a culpa de eu ser assim é de alguém é de nós os dois
e do tempo em que não havia um antes, só depois
eu sei que eu não chego
mas quem és tu para exigir mais?
para querer mais há que dar mais
mas cá para nós, nós aqui somos iguais
eu sei que eu não chego
nem metade te dou
mas a metade que levas
é a melhor metade que alguém já me levou
agora que a minha vida já tem um antes e um depois
agora que eu posso me sentar a vê-la passar
se a culpa de eu ser assim é de alguém é de nós os dois
e do tempo em que não havia um antes, só depois
terça-feira, 1 de março de 2011
Natacinha
Eu tento afogar as mágoas na bebida, mas o pior é que, entretanto, elas aprenderam a nadar.
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